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Resenha | Maria e João: O Conto das Bruxas

Maria e João tenta resgatar a origem sombria e aterrorizante do clássico infantil publicado pela primeira vez em 1812. É uma versão diferente dos Irmãos Green, a mãe de Maria expulsa os dois irmãos de casa, com a ameaça de mata-los. Maria já com seus 16 anos, tem uma visão realista do mundo, “não se recebe nada, a troco de nada”. Quando os dois perdidos na floresta e em uma busca desesperada por comida e trabalho, se deparam com uma casa cheia de comida. Onde lá encontram uma velinha que aparenta ser amigável dando bastante comida e uma cama confortável para os dois, logo Maria, com sua vontade de ficar ali, se oferece a ajudar com os deveres da casa para recompensar a bondade da senhora.

O longa funciona muito bem, com cenas arrepiantes e de deixa desconforto, te deixando confuso e curioso ao mesmo tempo, fazendo com que se preste mais atenção aos pequenos detalhes, trazendo Maria e João mais próximo da realidade, fazendo que você se identifique com os personagem.

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Sophia Lillis (Maria), acaba recebendo pouco material para trabalhar, ela sempre está assustada e preocupada no filme, acabando não tendo muito espaço para entregar uma atuação mais complexa. Alice Krige (Holda) faz um excelente trabalho, em todo momento que ela aparecia, deixava o clima pesado, entregando um personagem constantemente ameaçadora e maternal para Maria. Um equilíbrio incrível, fazendo com que Maria se envolvesse com a bruxa e que acaba se descobrindo mais sobre si e o conto de fadas acaba mudando de rumo.

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O longa abrange a origem da bruxa e sua relação com o ocultismo e simbologia, que logo, o espectador entende no começo do filme, que Maria também tem esse tipo de magia dentro dela. Não é explicado no filme se a magia é algo maligno ou se pode ser usado pro bem, dando espaço para diferentes interpretações com base no arco de Maria.

Com um tema interessante e uma versão não vista antes, o filme de 90 minutos parece ser muito longo, tendo maior defeito falta de ações, um filme muito parado e monótono. Apesar de seu desenrolar lento, o terror e o suspense cria uma expectativa curiosa e arrepiante, que entrega um filme de terror poderoso e bem feito.

Por Matheus Feitosa

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