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Resenha | Entre Facas e Segredos

por Guilherme Silva

Escrito e dirigido por Rian Johson (looper e os últimos jedais) Knives Out ou com foi recebido em terras tupiniquins Entre Facas e Segredos é o mais novo e e curioso triller de mistério que chegou aos cinemas no último dia 05 de dezembro.

A história do longa tem ínicio quando o renomado romancista Harlan Thrombey (Christopher Plummer) é encontrado morto logo após seu aniversário de 85 anos. O inquisitivo e charmoso detetive Benoit Blanc (Daniel Craig) é recrutado para investigar quem foi o real assassino, e a suspeita principal é que seja alguém da própria família disfuncional. Blanc examina uma rede de mentiras para descobrir a verdade por trás da morte prematura de Harlan. Uma teia de reviravoltas manterá você desconfiado até o final com um elenco de estrelas, incluindo Chris Evans, Ana De Armas, Jamie Lee Curtis, Don Johnson, Michael Shannon, Toni Collette, LaKeith Stanfield, Katherine Langford e Jaeden Martell.

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Entre Facas e Segredos – (foto: Divulgação)

Imprimindo uma estética tanto visual quanto narrativa Agatha Christiniana, termos estão aí para serem inventados ok? ok, Entre Facas e Segredos estabelece um bom primeiro ato para o tipo de  filme de investigação e mistério que se propõe a ser: misterioso, intrigante, instigante e que principalmente provoca o público e o convida para dentro de sua trama em seus primeiros segundos. Com bastante dinamismo e fluidez entre as cenas iniciais, um grande mérito do diretor juntamente com a edição, somos apresentados de forma orgânica e lúcida primeiro ao elemento condutor que dá partida a história e segundo a todos os personagens que a compõe assim como suas características e brevemente aos seus arcos narrativos.

Vale destacar novamente isso como mais um mérito do Diretor, já que a mesma situação nas mãos de uma direção inexperiente poderia se tornar algo confuso ou totalmente expositivo e superficial, por se se tratar de um grande número de personagens e multifacetados.

Assim então o primeiro ato é estabelecido e como dito inicialmente consegue te convidar de uma forma quase irresistível para conhecer sua história, e com essa mesma perspicácia te prender de forma magistral junto a ela. Aspecto que é um grande acerto do roteiro, que assim como a edição é fluido e sagaz e em nenhum momento deixa o filme com um ritmo longo demais que te faz perder o interesse na trama e em seus personagens.

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E eles, os personagens, também são outros responsáveis direto por essa imersão, já que são interpretados por um elenco que literalmente dispensa apresentações, mas como uma boa crítica de cinema vale a “rasgação” de seda: Daniel Craig (007 – Skyfall), Chris Evans (Capitão América), Jamie Lee Curtis (Halloween), Michael Shannon (A forma da Água),  Toni Collette (Hereditário) Christopher Plummer (Todo o Dinheiro do Mundo) e por fim a menos conhecida se assim posso dizer, porém não menos interessante Ana de Armas (Blade Runner 2049) que mesmo entre nomes tão fortes se destaca e entrega uma interpretação com o mesmo nível, e em alguns momentos até superior,  ao restante do experiente elenco.

Contudo após a essa apresentação grandiosa da história em seu primeiro ato, o longa quando faz a transição para o seu segundo ato incorre no mesmo deslize de um outro bom filme do mesmo gênero lançado há alguns anos,  Assassinato no Expresso do Oriente (2017), esse sim um adaptação da escritora Britânica Agatha Christie, e por pequenos erros de roteiro não consegue desenvolver bem e manter o tom de mistério em alto nível na sua trama juntamente com a sua a evolução da narrativa.

Há praticamente um choque de expectativas, já que no início do filme temos nossa expectativa jogada nas alturas pela forma como somos fisgados pelo ‘’segredo’’ que a história carrega, o que sem dúvida é um mérito e não uma apelação do roteiro, mas que nos minutos seguintes quando temos a transição para a segunda parte do filme não consegue manter essa curiosidade e interesse na mesma densidade, o que deixa o tom mais morno e não tão instigante.

Enquanto o Assassinato no Expresso do Oriente que não consegue manter esse ritmo de durante a evolução de sua narrativa simplesmente por não desenvolver bem  o momento investigação/mistério ao longo da sua história, Entre Facas e Segredos peca por revelar cedo demais um elemento chave, o que dê certa forma é corajoso e  seria interessante se este fosse desenvolvido de forma mais aprofundada pelo roteiro, o que infelizmente não acontece e por consequência ainda prejudica um pouco o terceiro ato do filme, que não o transforma em  um final ruim, mas didático demais beirando ao expositivo lembrando vagamente resoluções de um episódio do desenho animado Scooby-Doo.

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Entre Facas e Segredos – (foto: Divulgação)

Em resumo Entre tapas e Beijos, joking, mesmo com um segundo ato abaixo e alguns elementos não tão bem desenvolvidos que enfraquece em partes sua trama, é um bom filme de mistério com um elenco fora de série em todos os sentidos e que por si já vale a ida ao cinema, mas que também é eficiente em prender a atenção do público em vários momentos da sua história e que evoca em nós momentos que faz evitar o movimento do piscar dos olhos, duas características que se bem trabalhadas são imprescindíveis em um filme do gênero e que o longa apesar das adversidades consegue alcançar.

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