Resenha: Robin Hood – A Origem | Sem Spoilers

Por Mell Braga

“Isso não é história para criança”, é assim que começa o filme que conta a história da origem do ladrão que roubava dos ricos para dar aos pobres, Robin Hood.

Taron Egerton comanda o personagem principal, Robin de Loxley, na época, um nobre que é convocado para as Cruzadas. A ideia é uma remontagem do cenário dos longas atuais sobre as guerras no Afeganistão e Iraque, claramente, como marca registrada, todas as armas utilizadas nas cenas de luta são os arcos e flechas. Durante a batalha, Robin conhece John, personagem interpretado por Jamie Foxx, os dois se enfrentam e por muito pouco atrocidades maiores não são cometidas.

Em meio as prisões, o nobre é responsável por tentar salvar a vida do filho de John e a partir disso, ele vê algo em potencial no rapaz.

Voltando da guerra ele dá de cara com sua mansão revirada sob os comandos do Xerife de Nottingham, interpretado por Ben Mendelsohn, e seu maior amor, Marian, personagem vivida por Eve Hewson, nos braços de outro homem. Desamparado, o jovem guerreiro se vê perdido por alguns instantes, até que reencontra John, que daí em diante vira seu mentor. Um ao lado do outro, a dupla elabora um plano para derrubar o Xerife e a Igreja, que roubam dos plebeus para dar aos nobres. Muito simples: eles pensam em roubar tudo de volta.

É dessa forma que o guerreiro lendário, Robin Hood, nasce. Tirando de sua frente os guardas e carregando grandes pacotes de dinheiro.

A trama carrega muita ação e nos surpreende em grandes momentos.Taron Egerton sabe lidar com cenas do tipo e principalmente nos envolver e fazer sentir como se de fato estivéssemos ali, lutando ao seu lado. O ator leva consigo toda feição e pose de herói, o que no mínimo esperamos que venha de uma história como a de Robin Hood.

Sim, existe romance e o filme o utiliza muito bem, bem até demais. Não entenda como dose excessiva de amor, mas como hora errada de romantizar o casal. São pequenos detalhes que nos pegam e principalmente faz pensar em críticas, construtivas, claro.

Dentre estes detalhes, podemos destacar também os figurinos. Os comparando com o cenário do filme e os objetos utilizados, talvez tenham ousado demais na atualidade, até relacionando as vestimentas dos ricos que aparecem em toda a saga de “Jogos Vorazes”.

“Robin Hood – A Origem” é mais uma releitura do clássico do ladrão herói dos pobres, ou seja, nada do que foi visto nas filmagens das antigas versões, será visto nesta. A forma como trabalharam com o personagem principal se difere dos outros filmes, por exemplo, a princípio Robin só vira “Hood” com seu capuz, durante a trama, ele se divide em ladrão e nobre, tendo sua posição em grandes cenas.

Se você procura ação e diversão, vai se identificar com a sessão, mas um alerta: Não se prenda ao trailer, sabemos que existe manipulação, e se for pensando que vai achar muitas referências do teaser, estão enganados, é uma grande inversão.

Um comentário sobre “Resenha: Robin Hood – A Origem | Sem Spoilers

  1. Paulina Barbosa disse:

    Interessante, você gostou do filme? É excelente, sinto que história é boa, mas o que realmente faz a diferença é a participação do ator Ben Mendelsohn neste filme. Eu o vi recentemente em a jogador no 1 filme, você viu? A participação do ator foi fundamental. Adorei, pessoalmente eu acho que é um filme que nos prende. A historia está bem estruturada, o final é o melhor! Sem dúvida o veria novamente, se ainda não tiveram a oportunidade de vê-lo, eu recomendo. Cuida todos os detalhes e como resultado é uma grande produção.

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