27 anos sem Freddie Mercury: A trajetória detalhada de uma lenda

por Karen Meira e Mell Braga

Hoje completam 27 anos da morte de um dos maiores ícones do rock. Freddie Mercury perdia a batalha contra a AIDS, mas deixava um legado imortal para seus fãs e para as gerações futuras. Até hoje, o Queen é uma presença imprescindível na história da música.

Para celebrar a memória de Freddie Mercury, organizamos de forma cronologica os momentos mais importantes da vida (e pós-vida) do artista.

Confira nossa homenagem:

1946 – Nasce Farrokh Bulsara

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Freddie Mercury, batizado de Farrokh Bulsara, nasceu na colônia britânica Cidade de Pedra, em Zanzibar ( hoje parte da Tânzania), seus pais, Bomi e Jer Bulsara eram persis na Indía e se mudaram para Zanzibar para que o pai de Freddie pudesse manter o emprego no Banco Colonial Inglês.

1954 – Descobrindo a Música

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Aos 8 anos, foi estudar numa escola indiana só para meninos, e nesse mesmo local descobriu o gosto pela música. Montou uma banda com os amigos chamada “The Hectics” que se apresentava em eventos escolares, além de ter aulas de piano. Apesar do carisma e talento, sofria bullying por conta do jeito afeminado, o que o tornou uma criança tímida e introspectiva.

1964 – Mudança para Londres

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 Com a chegada da Revolução Civil de Zanzibar, a familia de Freddie, assustada, se mudou para Londres. Lá Freddie se formou em Design Gráfico e teve empregos aleatórios como vendedor no Mercado Kensington e atendente no aeroporto. 

1969 – Inicio ao Rock

Freddie, iniciou a banda Ibex que em seguida foi nomeada Wreckage, mas não durou muito tempo. Depois integrou o grupo Sour Milk Sea, mas também não foi pra frente.

1970 – Queen – Sua nova família

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 Um de seus colegas de classe, era Tim Staffell, que por coincidência era baixista da banda Smile, foi Tim que apresentou Freddie aos integrantes e o levava aos ensaios da banda. Se tornando um grande admirador e amigo, Freddie viu uma oportunidade quando o vocalista decidiu sair, com isso passou a “liderar” a banda e mais tarde mudaria o seu nome para “Queen”. 

1970 – Mercury – O Inicio de um Legado.

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Com a entrada à banda, agora chamada “Queen”, Freddie decide mudar também seu nome em cartório para Freddie Mercury, em homenagem a uma de suas primeiras composições (não se sabe até hoje qual), e há quem diga que o nome vem pelo fato de Mercúrio ser o planeta ascedente de seu signo por ser um Deus mensageiro.

1970 – Mary – O amor de sua vida 

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 Os anos 70 foram de grande importância na vida de Freddie, foi em 1970 também que ele conheceu Mary Austin, com quem namorou e morou junto por 7 anos, e mesmo após o término foram melhores amigos até o fim de sua vida. Freddie foi padrinho de um dos filhos de Mary e deixou a maior parte de seus bens e sua mansão a amada que ele sempre chamava de “Love of my Life” que foi titulo da música que compôs em sua homenagem.

1974 – O sucesso finalmente chega

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   Após a gravação de dois álbuns intitulados “Queen” e “Queen II” que fizeram um sucesso limitado apenas no Reino Unido, foi com o álbum “Sheer Heart Attack” que Queen ficou conhecido mundialmente, especialmente com a música “Killer Queen” que foi a porta de entrada para paradas de sucesso e tours mundiais.

1975 – Bohemian Rhapsody – Divisor de aguas

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Foi com o álbum “A Night at the Opera” que Queen marcou seu legado na historia do rock, especificamente com a música Bohemian Rhapsody que com seus 6 minutos e 7 segundos se tornou uma das maiores gravações musicais da história. A maior parte da música foi criada por Freddie Mercury em sua casa, que levou ao estúdio praticamente pronta em sua cabeça, misturando ópera, rock, balada. No estúdio dirigiu calculosamente a banda durante a produção.

1976/ 1977 – Sequência de hinos 

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Nos anos seguintes, Queen continuou superando as expectativas, com os álbuns “A Day at the Races” e “News of the World” nasceram sucessos como “Somebody to love”, “We Will Rock You” e “We Are the Champions”, o projeto seguinte “Jazz” não foi um sucesso tão grande comparado aos anteriores, mas rendeu uma turnê que era uma espécie de retrospectiva da banda e mais tarde traria como primeiro álbum ao vivo da banda.

1980 – Mudança de visual e Hinos Atemporais

Com a chegada dos anos 80, Freddie decide inovar e larga o visual Glam ao adotar um estilo mais másculo, passa a usar o famoso bigode, jeans e jaquetas de couro coloridas. Nesse mesmo ano compõe “Crazy Little Thing Called Love” em apenas 10 minutos durante o banho. A música marcou ao levá-lo a usar pela primeira vez a guitarra nos shows. “Another One Bites the Dust”, criada pelo baixista John Deacon, também representou a carreira da banda, foi uma canção que estabeleceu a ligação entre o rock dos primeiros anos da banda e os novos sons que iriam usar nos tempos seguinte.

1982 – Hot Space – Uma Falha no meio do Caminho

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Motivado pelo sucesso de “Another One Bites the Dust”, Freddie quis criar um álbum totalmente nesse estilo musical, o que não agradou muito os fãs e membros da banda, isso desencadeou muitos problemas entre eles que se separaram brevemente.Apesar das criticas, o álbum rendeu a parceria da banda com David Bowe e nasceu “Under Pressure”.

1985 – Rock In Rio – Brasil

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A volta da banda foi marcada pelo álbum “The Works” que trouxe sucessos como “I Want to Break Free” e “Radio Ga Ga”. Na turnê do disco, a banda que já tinha vindo ao Brasil em 1980, voltou ao país como atração principal do Rock in Rio, se apresentando para até então o maior número de público pagantes, sendo cerca de 600 mil pessoas em dois dias de show.

1985 – Live Aid

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 Mais tarde naquele mesmo ano, a banda realizou uma de suas apresentações mais famosas até hoje, como atração principal do Live Aid, que era um festival beneficente britânico. Transmitida ao vivo para milhões de pessoas, foi considerada melhor apresentação do dia.

1985 –  Albúns Solo 

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Em produções solos, Freddie teve vendas modestas dos álbuns, mas rendeu sucessos como “I Was Born to Love You” e “Living on My Own”.

1985 – Relacionamento com Jim Hutton

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 Freddie conheceu Jim em um bar em 1984, quando se ofereceu pra pagar uma bebida mas levou um fora pois Jim não o reconheceu, então depois de muitas investidas de Freddie, começaram a se relacionar sério em 1985. Ficaram juntos por 6 anos, até a morte de Freddie. 

1986- A Kind of Magic – Despedida

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 Com a popularidade em alta novamente, Queen lançou o álbum “A Kind of Magic” e com ele realizaram uma turnê por estádios da Europa. Sendo sua apresentação final, o último momento de Freddie nos palcos. A banda Queen decidiu se aposentar após a saúde do vocalista estar cada vez mais precária.

1987 – A descoberta do virús

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Freddie descobriu então ser portador do vírus da AIDS, logo após, sua saúde física se deteriou rapidamente. Mas sem anúncios públicos, manteve esse segredo só entre família e amigos até pouco antes de sua morte.

1987 – Barcelona

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Trabalhando apenas em estúdio, Queen lançou o álbum “The Miracle”, em seguida Freddie inovou sua carreira novamente ao lançar “Barcelona” um projeto de música clássica com a soprano espanhola Montserrat Caballé. 

1990 – Última aparição pública

Nesta época, Freddie já estava com a aparência fragilizada, muito pálido e magro, o que fez com que a mídia o atacasse de várias formas, especulando sobre possíveis doenças. No dia 18 de Fevereiro de 1990, Queen recebeu uma homenagem no Brit Awards, em Londres, ganhando então uma condecoração em relação a “Contribuição na música britânica”. Mercury estava lá, porém não se pronunciou, tudo isso levou o público a ter certeza que ele era soropositivo, alimentando rumores e fazendo com que repórteres passassem dias na porta de sua casa só para conseguir fotos, até que uma só foi publicada, pouco antes de sua morte. 

1991 – A morte de uma lenda.

Freddie Mercury

No dia 24 de Novembro de 1991, Freddie Mercury morria em decorrência de uma doença pulmonar agravada pela AIDS. A carta em que afirmava ser portador da doença só foi enviada a mídia um dia antes de sua morte. Mesmo debilitado, Freddie trabalhou exaustivamente até poucos dias antes de falecer. Deixou gravado vocais para o futuro disco de Queen pois sabia que a morte estava próxima e queria contribuir com o máximo que pudesse.

1992 – The Freddie Mercury Tribute Concert | The Mercury Phoenix Trust

No dia 20 de Abril de 1992, grandes bandas de rock e os remanescentes de Queen, Brian May, Roger Taylor e John Deacon, se reuniram no estádio de Wembley  para realizar uma condecoração a Freddie Mercury, foram tocados grandes sucessos do astro como parte da banda, assim como Bohemian Rhapsody, Tie Your Mother Down, I Want To Break Free, Under Pressure, We Will Rock You, We Are the Champions e muitos outros. O show foi repleto de homenagens à ele, tiveram discursos, tiveram grandes performances e participações extremamente importantes que marcaram parte da vida de Freddie. Todo o concerto foi lançado em vídeo em 1992, e em 2002, comemorando os 10 anos da homenagem, um DVD duplo e CD duplo foi apresentado. 

Os membros da banda, neste mesmo ano, fundaram a “The Mercury Phoenix Trust”, uma associação de caridade.

1992 – Olimpíadas

 Quatro anos depois de Freddie Mercury gravar o álbum Barcelona, que teve a participação de Montserrat Caballé, a cidade espanhola recebeu as Olimpíadas de 1992. O astro havia morrido alguns meses antes e por isso, em novembro de 1991, a abertura dos jogos contou com uma apresentação de Monsterrat Caballé cantando virtualmente do lado de Freddie. A música acabou sendo usada no vídeo que abriu as divulgações do evento olímpico.

1992 – Estátua

No dia 25 de novembro deste mesmo ano, Freddie Mercury ganha em sua homenagem, uma estátua. Ela foi inaugurada na presença de Bryan May, Roger Taylor, da cantora Monsterrat Caballé, de seus pais Jer e Bomi Bulsara e Kashmira Bulsara, sua irmã. A escultura fica em Montreux, na Suiça, onde Freddie chamava de segundo lar. 

1995 – Made in Heaven

Made in Heaven foi o último álbum lançado por Queen. Os integrantes trataram dele como uma homenagem a seu vocalista, usando vocais já gravados por Freddie antes de sua morte. O nome do trabalho partiu de uma das músicas de um álbum (Mr. Bad Guy) solo do astro, onde foram regravados os sucessos “I Was Born To Love You” e “Made in Heaven”, a canção inspiração do título. O projeto também contou com “Let me live” em parceria de Rod Stewert, a música do “The Works”, álbum lançado em Los Angeles. Após sua estreia em novembro de 1995, foi relatado o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido, e lá também foi certificado quatro vezes com disco de platina, além das 20 milhões de cópias em todo o mundo. 

2006- Nomeações

Foi em 2006 que Freddie Mercury foi nomeado como a Maior Celebridade Asiática de Todos os Tempos e recebeu pela MTV, a posição de Maior Líder de Banda da História.

2008 – Rolling Stone

Freddie Mercury fez parte de um ranking dos “100 Maiores Cantores de Todos os Tempos” pela Rolling Stone e garantiu a 18° posição. 

2009 – Classic Rock

Já não bastasse todas as nomeações possíveis, o vocalista do Queen recebeu também a de “Maior Vocalista de rock in roll” pela Classic Rock. 

2011 – Google faz homenagem

Em 2011 a Google tratou de mostrar o icônico Freddie Mercury a quem não o conhecia. Eles prepararam um Doodle especial no dia em que o astro nasceu, 5 de setembro, mostrando grandes marcos de sua carreira em animações. o vídeo contou com a trilha sonora de “Don’t Stop me Now”(1979) e ainda esteve nos trending topics.

2016 – Asteróide

Em 1991, junto da morte de Freddie Mercury, um asteróide foi descoberto, o 17473. No ano de 2016, astrônomos da União Astronômica Internacional deram a ele o nome do vocalista, fazendo com que o corpo celeste recebesse o título 17473 Freddiemercury. Isso tudo se deve a grande influência que o cantor tem até os dias de hoje. 

2018 – Filme

Esse ano os cinemas de todo o mundo recebeu a cinebiografia, “Bohemian Rhapsody”, falando de Freddie Mercury, vocalista do Queen. O longa trata de grandes momentos do artista ao lado de sua banda, todos os sucessos, vitórias, inspirações e também contratempos. A ideia é trazer ao público quem foi Freddie Mercury e como teve e ainda tem tanta influência no mundo. 

Você pode conferir a resenha do filme clicando aqui. O longa ainda está em exibições nos cinemas. 

Esse dia não deve ser apenas lembrado como a morte de um ícone do rock, mas sim como o início de uma trajetória que um astro teve pós vida. O vocalista do Queen, Freddie Mercury, nos deixou não só apenas inúmeros sucessos, mas também lições de vida e muita inspiração. 

Freddie Mercury foi e será sempre uma lenda. Lembrado pelos extremos de seu caminho, ao lado da banda Queen e seus integrantes, fez parte de momentos muito marcantes em nossas vidas. 

Queen teve mais de 150 milhões de cópias de seus álbuns em todo o mundo. 

 

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